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Sociedade Limitadas Unipessoais: Porque São Vistas Como Alto Risco?

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Se as Sociedade Limitadas Unipessoais representam grande parte do tecido empresarial, porque são tão frequentemente avaliadas como alto risco por bancos, seguradoras e unidades de compliance?
Será apenas pelo facto de terem um único titular? Ou existem fatores estruturais, legais e operacionais que aumentam realmente a exposição ao risco?

Neste artigo, analisamos de forma acessível, profissional e fundamentada as razões regulatórias, financeiras e operacionais que explicam porque estas entidades são avaliadas com maior prudência.

Sociedade Limitadas Unipessoais e Porque Têm Risco Elevado?

Segundo a Lei n.º 19/12 – Lei das Sociedades Unipessoais que espelha que a sociedade unipessoal é constituída por um único sócio, pessoa singular ou colectiva, que é o titular da totalidade do capital social e subscritor do acto constitutivo da sociedade.

Que por sua vez, apresentam como ricos os seguintes pontos:

  • Têm apenas um sócio, o que em muitos casos dificulta a segregação de funções.
  • Apresentam, muitas vezes, baixa formalização contabilística, especialmente em microempresas.
  • Podem ser encerradas rapidamente, dificultando o controlo das autoridades.

Além disso, de acordo com dados de várias unidades de compliance na Europa, cerca de 47% das operações sinalizadas como suspeitas envolvem empresas com estrutura societária mínima.

Porquê o Risco Elevado? Principais Fatores de Alerta

1. Falta de Separação Patrimonial

Embora o nome sugira simplicidade, as entidades unipessoais tendem a criar uma zona cinzenta entre:

Por outro lado, esta ausência de separação clara aumenta o risco de uso indevido de contas, movimentações incompatíveis com atividade declarada, dificuldade de rastreamento financeiro.

Segundo entidades reguladoras europeias, a falta de segregação patrimonial representa até 30% dos riscos operacionais identificados em PME.

2. Elevada Vulnerabilidade a Práticas de Ocultação de Beneficiário Efetivo

Ao existir apenas um sócio, torna-se mais difícil confirmar a origem e a legitimidade dos fundos e das operações, e em muitos casos, apresentam um perfil transacional irregular, por outro lado, embora apresentam um único socio, mas em muitos casos não é o Beneficiário efetivo real.

Segundo o GAFI/FATF, empresas com estrutura extremamente simples são mais vulneráveis a:

  • Abuso para finalidade fiscal,
  • Operações simuladas,
  • Canalização de fundos de origem duvidosa.

Além disso, bancos e instituições financeiras em países africanos reportam que SLU apresentam 2,5 vezes mais probabilidade de inconsistências documentais.

3. Contabilidade Pouco Detalhada ou Irregular

Outro fator de risco elevado envolve a qualidade da informação financeira.

Por exemplo:

  • Muitos negócios unipessoais operam com registos informais;
  • Alguns não apresentam demonstrações financeiras completas;
  • Outros não possuem histórico sólido de transações.

Por outro lado, estatísticas de auditorias mostram que 28% das SLU apresentam falhas significativas no controlo interno, o que aumenta o risco de fraude e má gestão.

4. Facilidade de Criação e Encerramento

Em diversos países lusófonos, a criação deste tipo de entidade pode ser feita de forma rápida, com pouca documentação.
Embora isso estimule o empreendedorismo, também aumenta a exposição a:

  • operações intermitentes,
  • empresas de fachada,
  • negócios temporários com fins duvidosos.

Banco Nacional de Angola (BNA) destaca que entidades sem historial consistente devem ser monitorizadas como “risco elevado por natureza estrutural”. Para cumprir normas como: Lei do Branqueamento de Capitais, os bancos devem aplicar medidas reforçadas para perfis classificados como de risco elevado.

Assim, entidades unipessoais enfrentam:

  • Pedidos mais rigorosos de prova de atividade,
  • Verificação reforçada do beneficiário efetivo,
  • Exigência de documentação adicional,
  • Avaliação frequente de movimentações.

Além disso, várias instituições financeiras confirmam que este tipo de estrutura representa entre 20% a 35% das contas que exigem monitorização reforçada.

Como as Sociedade Limitadas Unipessoais Podem Reduzir o Seu Risco?

Começar por instituir uma contabilidade organizada, manter os registos completos, quer físico ou digital, (notas de debito ou faturas fiscalmente aceites), ter os extratos e relatórios mensais (balancete e demostração de resultado) atualizados.

Atualizar sempre:

  • Pacto social,
  • Identificação do sócio único,
  • Origem dos fundos.

Outrossim, bancos tendem a reclassificar empresas após 6 a 12 meses de atividade, entretanto é importante verificar a caducidades dos suportes documentais.

As Sociedade Limitadas Unipessoais são essenciais para o tecido empresarial. No entanto, a sua estrutura simples cria vulnerabilidades que exigem maior prudência por parte de reguladores e instituições financeiras.

Por outro lado, quando bem geridas, estas mesmas entidades podem demonstrar transparência e reduzir significativamente o seu risco.


📢 Acha justa a classificação de risco elevado para Sociedade Limitadas Unipessoais?

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